Mapeamento Digital
Metodologia que promove um Diagnóstico Participativo do Território através de um processo de coleta e registro de informações e percepções sobre o território.
Atuar em um território requer conhecimento profundo de suas características. As redes de relações, os fluxos, os serviços e os espaços de circulação são elementos-chave para a proposição de ações que respondam de forma efetiva às demandas reais dos territórios. Essa compreensão espacial é a base para qualquer intervenção estratégica e para a construção de soluções que realmente façam a diferença na vida das comunidades e territórios.
Dessa maneira, o mapeamento digital é uma forma de promover um diagnóstico participativo do território, através de um processo de coleta, registro e visualização de informações e percepções sobre a realidade local. Utilizando tecnologias digitais – como sistemas de informações geográficas (SIG), plataformas online e programas de geoprocessamento – essa abordagem permite a criação de mapas interativos e dinâmicos, que facilitam a análise de dados espaciais. O mapeamento digital oferece uma compreensão dos desafios e potencialidades espacializados das comunidades, servindo como ferramenta para o planejamento estratégico e a tomada de decisões participativas.
Atrelado a essa metodologia, o Mapa Falante CEDAPS é uma tecnologia social derivada da Construção Compartilhada de Soluções Locais (CCSL), reconhecida pela FBB em 2005. Desde 2001, essa ferramenta tem sido utilizada para a co-criação de diagnósticos socioterritoriais, por meio do processo de mapeamento participativo, dados cartográficos e mapas – tanto digitais quanto impressos – que refletem a realidade vivida pela comunidade. Ao envolver as pessoas que vivem no território no processo, o Mapa Falante garante que o conhecimento do território seja construído de forma coletiva, resultando em diagnósticos mais fiéis e inclusivos.
Ao longo dos anos, o Mapa Falante CEDAPS evoluiu incorporando princípios da cartografia social. Com a introdução de smartphones e softwares de geoprocessamento, a metodologia aprimorou a eficiência e ampliou a quantidade de informações coletadas, expandindo-se e abrangendo temas como saúde, segurança e educação.
A integração de dados digitais, por meio da plataforma Google My Maps, que permite a edição e atualização em tempo real, com outros métodos – como o uso de cartolinas e canetas hidrocor para mapear memórias e percepções locais – enriquece o processo. A tecnologia aplicada possibilita uma visualização geoespacial, identificando as potencialidades e vulnerabilidades do território, servindo para o planejamento estratégico e a tomada de decisões.
Além disso, o Mapa Falante CEDAPS gera bases de dados digitais que oferecem suporte para o monitoramento das ações implementadas. Esse monitoramento, aliado a um planejamento, promove transparência e controle social, permitindo ajustes e melhorias colaborativas nas intervenções. Dessa forma, o uso dessa tecnologia fomenta a participação real, a investigação e a valorização das narrativas locais, contribuindo para a construção de soluções efetivas e transformadoras.
Para saber mais informações sobre a tecnologia e a forma como a aplicamos há mais de 20 anos, acesse o site do Mapa Falante CEDAPS: Territórios em Construções Compartilhadas.
Guia do Mapa Falante Construção Compartilhada de Soluções Locais
Guia de Mapeamento Digital UNICEF liderado por Adolescentes e Jovens