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Decola Cria lança Mapeamento de Ecossistema para inclusão produtiva jovem no Rio de Janeiro

Iniciativa articulada pelo Cedaps na cidade revela no estudo, realizado pelo Instituto Veredas, o que levam adolescentes e jovens a ficar sem estudo e sem trabalho

Por: Larissa Carvalho, Cedaps – Rio de Janeiro

O Decola Cria,  versão carioca do Global Opportunity Youth Network (GOYN), desenvolvida pelo Instituto Aspen e articulada no Rio de Janeiro pelo Cedaps, lançou nesta quarta-feira (26) a pesquisa “Mapeamento de Ecossistema de inclusão produtiva do jovem na cidade do Rio de Janeiro”, realizada pelo Instituto Veredas.

O evento aconteceu no âmbito da celebração dos 15 anos do SESI Cidadania, principal programa de investimento social da Firjan, instituição que compõe o Comitê Gestor do Decola Cria, e debateu sobre os desafios de promover mudanças na formação profissional e inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica no mercado de trabalho a partir desse estudo.

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Foto: Claudia Dantas/Firjan

O objetivo da pesquisa foi mapear as dificuldades que levam adolescentes e jovens a ficar sem estudo e sem trabalho, que contou com as três principais etapas: “atravessadores que impactam jovens que não estudam e não trabalham”, “mapeamento do ecossistema”, e “identificação de tendências e oportunidades”.

Acesse aqui o Sumário Executivo do Mapeamento e os três módulos do estudo no acervo da iniciativa

Compuseram o evento Antônio Carlos Vilela, vice-presidente da Firjan, Johnatas Goulart, gerente de estudos econômicos da Firjan, Ives Rocha, coordenador do Decola Cria, Daniella Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil, que faz parte do Colaborativo do Decola Cria, e Mariana Simões, gerente de sustentabilidade e diversidade da Prudential Brasil; 

Além deles, Gabriella Rodrigues, secretária de Juventude do Rio, membro  do Comitê Gestor do Decola Cria, e Katlen Drummond, membro do Conselho Jovem do Decola Cria também participaram. Vahíd Vahdat, diretor executivo adjunto do Instituto Veredas apresentou o estudo, e o ativista Raull Santiago foi o mediador das mesas.

Foto: Larissa Lucia/Cedaps

Segundo o estudo, aproximadamente 1 em cada 3 jovens na cidade podem ser considerados jovens que não estão estudando nem trabalhando ou na informalidade, totalizando 413.257 jovens. Os dados mostram que 239.268 jovens estavam fora da escola e do mercado de trabalho em 2023, e destes 62% tinham entre 18 e 24 anos, na transição entre escola e trabalho.

Os jovens citados na pesquisa tipicamente enfrentam um contexto de pobreza e precisam lidar com diversos estigmas relacionados ao território de onde vem e às estruturas de raça e gênero. Outro dado é que a maioria concluiu o Ensino Médio, e que entre os que só trabalham há uma grande quantidade no mesmo nível de formação, o que indica outro grupo relevante.

Além disso, o estudo mostra a importância das famílias nessa situação, como estão as oportunidades nos setores, tipos de ocupações que mais cresceram, tipos de intervenções empreendidos, entre outras, e recomendações que o Decola Cria pode considerar no desenho de estratégia de atuação nos próximos anos.

Foto: Larissa Lucia/Cedaps

No fim do evento, foi lançada a exposição “Onde as Histórias se Cruzam”, que reúne registros dos diários de campo de 8 jovens do Conselho Jovem do Decola Cria, captados durante o mapeamento: Danilo Quadra, Kailanny da Silva, Katlen Drummond, Larissa Lucia, Lucas Gabriel, Maria Dutra, Matheus M4GRAO e Vinícius Almeida.

A apresentação da exposição foi feita por Anna Becker, coordenadora geral do Decola Cria e por Danilo Quadra e Maria Dutra, membros do Conselho Jovem do Decola Cria. O ativista Matheus Moreira, conhecido como M4GRAO, fez uma apresentação de Slam para a abertura da exposição.

Foto: Claudia Dantas/Firjan