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23 de maio, 2013

Seminário da Rede Sudeste de Comunidades Saudáveis promove diálogo sobre prevenção de DST, Aids e Hepatites Virais

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Aconteceu nos dias 21 e 22 de maio, no Hotel Monte Alegre, no Rio, o seminário Rede Sudeste de Comunidades Saudáveis frente às DST/Aids e Hepatites Virais. Grupos comunitários locais, de São Paulo e de Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentaram suas iniciativas para disseminar informações sobre essa temática e promover o sexo seguro. O encontro teve como objetivo pactuar metas e aprimorar estratégias de prevenção em suas comunidades.

Wanda Guimarães, coordenadora geral do Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS), explica que o seminário é importante porque facilita a troca de experiências em territórios populares – favelas, periferias e quilombos – e integra os grupos parceiros com suas expertises. “O projeto tem como objetivo trabalhar a prevenção o incentivo ao diagnostico e promoção dos direitos humanos, junto a populações vulneráveis (LGBT; jovens usuários de álcool e outras drogas; PVHA), articulando redes comunitárias e políticas públicas integradas em territórios populares”, diz.

Para Denildes da Silva, presidente do Cresam (Centro de Referência para a Saúde da Mulher, na Vila Cruzeiro- Complexo da Penha), o tabu que envolve o tema é um dos maiores desafios a serem enfrentados e o encontro ajuda a pensar em como vencer essa e outras barreiras. “Nós passamos pelos mesmos problemas, há uma identificação do mesmo tipo de fragilidades. Essa troca de experiências enriquece, a gente vai aprendendo com o outro, aprende outras forma de fazer que, de repente, a gente nem tinha pensado. A gente poder ouvir as opiniões, principalmente quando vêm de outros estados, e isso é super importante”, declara.

Angela Lemos, do N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte, acredita que vai voltar com algo a mais na bagagem: “levo o aprendizado, todas as experiências que cada um traz da sua comunidade. A gente precisa aprender a trabalhar em rede, cada um respeitando o seu lugar e sua missão”.

Para Uranide Sacramento Cruz, do Ceprocig – Centro de Promoção e Resgate a Cidadania do Grajaú, de São Paulo, a oportunidade de conhecer as iniciativas do Rio foi proveitosa: “nós [do Ceprocig] começamos a fazer esse trabalho no Grajaú, através da Plataforma dos Centros Urbanos, mas enfrentamos muitos obstáculos. As experiências lá [em São Paulo] estão começando ainda. Peguei muitas ideias aqui, foi muito enriquecedor”.

Jaciara Gomes, que atua pela prevenção no Morro do Chapéu, em Nova Iguaçu, conta que, apesar das dificuldades, o trabalho comunitário compensa: “sobe a minha autoestima, à cada pessoa que vai na minha casa apanhar uma camisinha, eu sei que estou ajudando alguém”. Seu foco principal são jovens e, para ela, é sempre importante conhecer outras estratégias para alcançar esse público. “É uma troca de experiências, cada encontro [como esse] que eu vou, eu aprendo mais”, completa.

O Seminário fez parte do Projeto Rede Sudeste de Comunidades Saudáveis frente às DST/Aids e Hepatites Virais: ações locais, zonais e regionais, apoiado pelo Departamento Nacional de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, sob a coordenação do CEDAPS, em parceria com o CRESAM, CEPROCIG e N’Zinga.