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18 de julho, 2016

Com base em metodologia internacional, ReciclAção desenvolve guia para sua reaplicação

Metodologia internacional CARE, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, foi utilizada como referencia para a sistematização e desenvolvimento da metodologia ReciclAção

Seminario Reciclação_Foto8

Entre 2013, ano de sua criação, e 2015, o ReciclAção recolheu 18 toneladas de material reciclável do Morro dos Prazeres. Até abril de 2016, mais oito mil quilos de resíduos já haviam sidos retirados da comunidade e entregues para a reciclagem. Além do material recolhido em suas 40 bags espalhadas pelo Prazeres, a iniciativa também recebe óleo de cozinha que não será mais utilizado pelos moradores.

O exitoso resultado da coleta de materiais se justifica pela intensa e permanente ação de educação socioambiental realizada na comunidade. O ReciclAção entende que a educação ambiental é fundamental e deve estar aliada ao descarte correto do lixo e à reciclagem e, por isso, informa e convida a população local a ser protagonista do movimento de tornar seu ambiente mais limpo e saudável. “A resposta é muito positiva. Há um desejo de morar em uma comunidade mais limpa”, observa a coordenadora do programa, Cris dos Prazeres. “Quanto mais atuamos na educação, mais as bags enchem”, completa.

Foi com base na experiência acumulada pelo projeto ao longo dos três anos de atuação que um guia de reaplicação das práticas utilizadas pelo ReciclAção será desenvolvido para servir de base na reaplicação do programa em outras comunidades. O programa ultrapassou as fronteiras do morro localizado em Santa Tereza. Em 2015, junto com membros do Grupo PROA, organização de base comunitária sediada no Morro dos Prazres e gestora do ReciclAção, do CEDAPS e do Instituto BRF foram visitar a U.S. Environmental Protection Agency – EPA (Agência de Proteção Ambiental americana), na Filadélfia, para trocar experiências. Desse encontro, surgiu a ideia de construção de sistematizar o projeto e desenvolver esse modelo.

Durante esta visita, os representantes do ReciclAção identificaram que a metodologia CARE – Community Action for a Renewed Environment, desenvolvida pelo EPA, poderia ser utilizada para a sistematização do ReciclAção, tendo em vista sua reaplicação em outros territórios, a exemplo do que havia sido feito com as organizações visitadas. A CARE tem como proposta fornecer suporte para ajudar as comunidades a formar parcerias colaborativas, desenvolver uma compreensão abrangente a respeito dos diferentes riscos das fontes tóxicas e poluentes ambientais, estabelecer prioridades e identificar e executar projetos para reduzir os riscos através de uma ação de colaboração a nível local. Sua metodologia é apresentada por meio de um guia.

Seminário de Sistematização e Desenvolvimento do ReciclAção_Foto Divulgação

Sendo assim, entre os dias 21 e 23 de junho, Grupo PROA, CEDAPS, ReciclAção, IBRF e EPA se reuniram no Museu de Arte do Rio para coletivamente construir o guia de expansão do ReciclAção. Para Marcela Toguti, diretora do Instituto BRF, um dos parceiros do projeto, “o  ReciclAção tem uma experiência única que possibilita analisar problemas relacionados aos dejetos e criar soluções sustentáveis e que já oferecem resultados positivos em curto prazo”. Segundo Kátia Edmundo, diretora do CEDAPS, “o ReciclAção foi pensado como um projeto demonstrativo, a ser validado para que pudesse ser reaplicado em contextos semelhantes no Rio de Janeiro e em demais cidades brasileiras. Esta possibilidade mostra-se cada vez mais uma realidade”.

Dentre diversos aspectos, o guia destaca a importância da (re)educação ambiental, a necessidade de se fazer parcerias e contar com a participação coletiva nas ações, a importância de se mapear o território onde será realizado a ação, identificar as oportunidades e problemas do local e como é fundamental o retorno coletivo das ações, entre outras.

Também são parceiros do ReciclAção a BRF, COMLURB, Equilíbrio Sustentável, Galera.com, Grupo PROA, BRASIL PET e Recicoleta/Tetra Pak; Instituto Pereira Passos/RIO+SOCIAL, Instituto Estadual do Ambiente – Inea/Secretaria de Estado do Ambiente – SEA, SECONSERVA e Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC/Coordenadoria de Resíduos Sólidos -CRS.