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Notícias

14 de setembro, 2017

CEDAPS participa do 53º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – Ambiente e Doenças Tropicais: desafios para campos e cidades

Evento aconteceu em Cuiabá entre os 27 e 30 de agosto 2017

A convite do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde o  CEDAPS participou do 53º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – Ambiente e Doenças Tropicais: Desafios para campos e Cidades, compondo a mesa “A importância do fortalecimento das iniciativas de base comunitária no contexto da prevenção combinada”.

A coordenadora executiva, Wanda Guimarães apresentou a palestra “A importância do fortalecimento das iniciativas de base comunitária no contexto da prevenção combinada – a experiência da Rede Nacional de Comunidades Saudáveis”. O CEDAPS fomenta e assessoria a Rede Nacional. O evento aconteceu entre os dias 27 e 30 de agosto, no centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá/MT.

A saúde nos territórios populares e a importância das lideranças comunitárias

No Brasil existem diferentes territórios populares, que concentram uma série de fatores negativos, os quais contribuem para a exposição das camadas populares da população ao HIV/Aids e a outras ISTs. Como forma de enfrentar esses fatores, existe um conjunto de iniciativas populares positivas, com lideranças comunitárias que saem do espaço privado (da família, da vida pessoal) e buscam enfrentar os problemas coletivos, dedicando suas vidas à ação social, entre elas a prevenção do HIV/Aids, tuberculose e a promoção da saúde.

A Rede Nacional de Comunidades Saudáveis é uma instância de articulação e troca de experiências entre iniciativas e organizações em favelas, periferias, quilombos, aldeias e assentamentos, voltada para a promoção da saúde com foco na prevenção das IST/HIV/AIDS e patologias associadas (TB/Hepatites). Atualmente são 211 associações e iniciativas de base comunitária nos seguintes estados: Rio de Janeiro, Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

No contexto da prevenção combinada, que consiste em um conjunto de ações que possibilita várias formas de prevenção ao HIV, as iniciativas e associações de base comunitária criam e recriam estratégias comunitárias/tecnologias sociais para prevenção, como rodas de conversa, grupo de vizinhos, caixinha de duvidas, cine-pipoca, camelo educativo e muitas outras.

Wanda destacou que a Rede aposta que os multiplicadores/ativistas:  devem ser considerados atores importantes para fortalecer a atuação da atenção básica, além da ampliação da prevenção; facilitam a articulação entre a unidade de saúde e moradores locais; apoiam a captação de populações chave e prioritárias atuando no contexto local; e fortalecem o controle social, via conselhos locais de saúde e nas instâncias de formulação de politicas e de controle social.

A coordenadora executiva do CEDAPS citou ainda que aposta em alguns caminhos para o fortalecimento das iniciativas de base comunitária e para o sucesso da resposta brasileira à Aids: investir na participação e mobilização social; ampliar parcerias dos governos com os setores que defendem os direitos humanos e o SUS; debater com todos os atores da luta contra a Aids para criar consensos e formular respostas; estimular o protagonismo dos grupos mais afetados e das PVHA; e financiar de forma adequada as Organizações da Sociedade Civil, como força pública autônoma que compõe a governança da resposta à Aids no Brasil.