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Notícias

11 de maio, 2017

Acolhimento e cuidado por meio da educação entre pares, para pessoas que se descobrem com HIV/AIDS

Cleide Jane faz trabalho educativo e de prevenção das IST/HIV/AIDS em Duque de Caxias.

Cleide Jane Cedaps

A Associação Missão Resplandecer – AMIRES é uma organização de base comunitária fundada em 2001, sediada no bairro Parque Lafaiete, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A organização é referência na temática AIDS e acaba extrapolando as fronteiras do Parque Lafaiete e atua nos quatro distritos do munícipio: Duque de Caxias, Campos Elíseos, Xerém e Imbariê.

A Baixada Fluminense, de acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, é um dos focos da epidemia de HIV no estado do Rio de Janeiro. Dialogar com os moradores das comunidades e periferias desses municípios é fundamental para barrar o avanço da doença no local. Sendo assim, a atuação das lideranças comunitárias é essencial. Porém, a principal falta de apoio é a do poder público.

A AMIRES é reconhecida pelos moradores como um local de informação e acolhimento para as pessoas vivendo com HIV/AIDS. A instituição realiza diariamente o acolhimento das pessoas que se descobre com vírus. O serviço é realizado por uma pessoa vive com a AIDS e tem o objetivo de proporcionar um momento de reflexão e desconstrução dos mitos que a Aids traz.  Durante o acolhimento, o profissional avalia a necessidade de encaminhando para o serviço social, psicologia ou atendimento jurídicos.

Após trinta e cinco anos do início da epidemia no mundo, as pessoas que vive com HIV/AIDS, vivenciam diariamente preconceitos, estigmas, exclusões políticas, sociais e culturais. Essas situações afetam negativamente as emoções, os sentimentos, pensamentos, relações sociais, comunitárias, afetivas, sexuais e laborativas. Através do acolhimento entre pares e atividades realizadas, a instituição fortalece a autonomia, cidadania, vínculos familiares, autoconhecimento e autoestima da PVHA.

“É suado a gente briga pra conseguir apoio, as parcerias entre organizações, comunidades e gestores é fundamental e precisa ser fortalecida”, conta Cleide Jane, líder comunitária local, que representa a associação.