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19 de outubro, 2006

Lideranças da Rede de Comunidades Saudáveis e equipe do Cedaps participam do XIII Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids – Vivendo

Lideranças da Rede de Comunidades Saudáveis e equipe do Cedaps participaram do XIII Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids, conhecido como Vivendo, que aconteceu de 13 a 15 de outubro.

Kátia Edmundo, da coordenação geral do Cedaps, integrou a comissão organizadora do evento e coordenou a mesa “A vulnerabilidade da prevenção”, que debateu os desafios da prevenção com dois grupos específicos: os adolescentes e os homossexuais.

Na primeira mesa do evento, Jaciara Gomes, do Grupo Cidadãs Posithivas/Parceiros da Vida, fez uma das apresentações mais marcantes do Vivendo. Em seu depoimento na mesa “O (Sobre) viver com HIV e aids”, ela contou sobre a violência e a discriminação que as pessoas vivendo com HIV/Aids sofrem em algumas comunidades. Muitas vezes, os comandos do narcotráfico expulsam os soropositivos e suas famílias. “As pessoas na comunidade têm medo de falar que têm HIV, têm medo de ir ao posto (…) Não têm pra onde ir, ficam se escondendo atrás do problema”, disse ela.

Ainda na sexta-feira, Mauro dos Santos, da comunidade de Jardim Palmares, integrou uma mesa do Vivendo Jovem. Realizado pela primeira vez, o encontro reuniu cerca de 80 adolescentes que vivem com HIV/Aids em todo o país para promover a troca de informações entre eles e incentivar a maior participação de adolescentes no movimento social de Aids no Brasil.

No domingo, último dia do evento, Daniel Becker, diretor do Cedaps, foi um dos apresentadores da mesa “Determinantes Sociais para o Processo de Saúde”, na qual abordou o impacto das inequidades na saúde, o enfrentamento da epidemia de aids e o trabalho de promoção da saúde realizado pela Rede de Comunidades Saudáveis do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda no domingo, Sônia Regina Gonçalves da Associação de Mulheres e Amigos do Morro do Urubu representou a Rede na mesa “Aids, Comunidades e Movimentos Populares”. Em sua fala, Sônia reivindicou que os programas de saúde ouçam mais as comunidades. “Trabalhamos na ponta e sabemos o que é problemático”, disse.”Está faltando o governo entender que nós somos atores principais, assim como eles. Entendemos que somos diferentes, mas [também] possuímos saberes”, completou mais adiante.

Além de Mauro e Sônia, outras lideranças da Rede estiveram no Vivendo: Tânia Alexandre (AMEPA), Maria Pedro da Silva (Casco), Roberval Teles de Castro (CERAC), Gracinda Bueno (Grupo de Mulheres de Vila Parque da Cidade), Maria Moreira (Comitê Menino Jesus de Praga), Maria das Graças Hipólito (Ass. de Moradores da Rua Santa Anastácia), Nemese do Nascimento (Associacao de

Moradores da Fé), Jorge de Meneses (Amigos Posithivos) e Iracy Maria Ramos (Codecim).

Iracy, que esteve pela primeira vez no evento, comentou: “Eu achei ótima a discussão do Vivendo (…) O que achei mais interessante foi a participação de pessoas de outros estados passando sua experiência, uma fala diferente. A gente vai aprendendo mais e mais. A gente não tá sozinho.”

O Vivendo é um encontro bienal organizado pelos Grupos Pela Vidda Rio e Niterói.