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26 de dezembro, 2012

Nepso divulga resultados das pesquisas do ciclo 2012

Evento aconteceu em Rio Bonito, dia 30 de novembro

O dia 30 de novembro foi de festa para professores e alunos de colégios de Rio Bonito. Cerca de 150 pessoas lotaram o auditório da CDL para assistirem à apresentação das nove escolas participantes do projeto Nossa Escola Pesquisa sua Opinião – NEPSO. Em 2010, o CEDAPS estabeleceu parceria com o Instituto Paulo Montenegro e com a Ong Ação Educativa, para que fosse possível a implementação do NEPSO. Ele vem sendo aplicado no Brasil e em outros países desde 2000 e trata-se de um programa que utiliza pesquisa de opinião como instrumento pedagógico para o aprimoramento das ações nas escolas.

Na mesa de abertura estavam pessoas que contribuíram para a o desenvolvimento do projeto em Rio Bonito: o prefeito da cidade, José Luiz Alves Antunes; Kátia Edmundo, diretora do CEDAPS; Vera Lúcia Pereira de Souza, secretária do Bem-Estar Social; Leila Andrade, da coordenação geral do Nepso na Ação Educativa; e Nilda Stecanela – coordenadora do Nepso Rio Grande do Sul.

O evento começou com a apresentação dos alunos que fazem parte dos projetos do ProJovem. Primeiro, ele executaram o Hino Nacional. Depois foi a vez das meninas do ballet se apresentarem. O encerramento ficou por conta da apresentação do Coral do Projovem. Na ocasião, os alunos tiveram uma grata surpresa: eles foram oficializados o Coral Municipal da Cidade de Rio Bonito. Para Vera Lúcia Pereira de Souza, secretária do Bem-Estar Social de Rio Bonito, o Projovem tem sido de grande valia na vida dos jovens da cidade porque eles deixam de estar na rua. “Nós damos condições a eles para que participem dos nossos projetos. É muito bom ver pessoas carentes amando o que passaram a fazer no Projovem”, diz.

“O CEDAPS atua com metodologias participativas em diferentes cenários e o NEPSO demonstra na prática o valor da participação e do envolvimento dos alunos na construção do conhecimento na escola”, disse Kátia Edmundo, diretora do CEDAPS. Na parte da manhã, foram msotrados os resultados das pesquisas. As apresentações foram as mais criativas possíveis. Teve número musical, apresentação em Power Point, dança e até um telejornal, o “Bichornal”.

Participaram da pesquisa as escolas e os seguintes temas:

• E.M. Cândido Soares – professora Fabiana Ronzani – Tema: Qualidade de merenda escolar;

• E.M. Cândido Soares – professora Fabrícia Ronzani – Tema: Identidade;

• E.M. Francisco Alves Mendonça – professora Flavia da Silva – Tema: Higiene corporal;

• E.M. Kingston Motta – professora Jane Cardoso – Tema: Higiene corporal;

• E.M. Serra do Sambê – professora Mônica dos Santos – Tema: Cuidado com os animais;

• E.M. Serra do Sambê – professora Sandrele de Azevedo – Tema: Saúde- UPA em nossa cidade;

• E.M. Jaudet Curi – professora Viviane Ventura – Tema: Os animais;

• Centro Municipal de Educação de Rio Bonito – professora Carla da Silva – Tema: Obesidade;

• E.M. Alberto Rangel – professor Jonatas Silva – Tema: Uso da água – Sustentabilidade.

A segunda etapa do dia contou com a palestra da professora Nilda Stecanela. Ela falou sobre a educação básica e a pesquisa. “Eu tenho sido uma defensora do uso da pesquisa em sala de aula, como ferramenta pedagógica. Essa não é uma inovação e nem foi descoberta agora, mas está sendo muito importante neste momento, quando vivemos uma crise na escola e na educação contemporânea”, disse. Há 13 anos na coordenação do NEPSO no Rio Grande do Sul, Nilda ainda ressaltou que a escola tem que ser muito criativa no sentido de ajudar a construir os sentidos do “estar na escola”, auxiliando a construir o significado do conhecimento; “ao trabalhar com a pesquisa em sala de aula, nós oportunizamos uma transversalização das culturas juvenis com as culturas escolares. A criança e o jovem passam a pesquisar o que lhes interessa, o que lhes incomoda. Nós instigamos o jovem e o professor também acaba apurando seu olhar. Nesse processo, professor e aluno aprendem”, encerrou.

O que é o NEPSO

O Instituto Paulo Montenegro, em parceria com a Ação Educativa, pensou e desenvolveu a metodologia do NEPSO em 2000. Eles aplicaram o projeto piloto em São Paulo e Rio de Janeiro e hoje já conta com 13 polos em oito estados brasileiros, além de Argentina, Chile, México, Colômbia, Portugal e Angola. Sua principal função, junto com a Ação Educativa, é coordenar esses polos e fazer com que essas pesquisas sejam viabilizadas por todos. Atualmente, o projeto conta com a participação de nove professores: oito do município de Rio Bonito e um da comunidade Cidade de Deus, no município do Rio de Janeiro. Através de atividades pedagógicas centradas em professores e alunos, envolvendo a comunidade escolar e favorecendo o protagonismo, o aluno acaba sendo autor do seu próprio aprendizado.

O NEPSO possibilita que todos se envolvam no processo de construção do conhecimento sobre determinado tema, utiliza pesquisas já existentes, hipóteses investigativas, e aplicação e análise de fontes primárias a partir das pesquisas de opinião realizadas. Leila Andrade, da coordenação geral do NEPSO na Ação Educativa, explica como o trabalho é realizado: “nós utilizamos a pesquisa de opinião para valorizar o protagonismo, tanto de alunos quanto de professores da rede pública no Brasil. O NEPSO tem uma característica comum em todos os polos, que é valorizar esse trabalho que é feito por essas crianças a partir do interesse de cada grupo. Mas ele também tem peculiaridades porque está em diversos lugares”.

A professora Fabiana Ronzani, pioneira do projeto em Rio Bonito, falou da importância do projeto para a vida do aluno e do professor. “O NEPSO nos ajuda a dar um salto para fora da sala de aula e a valorizar o saber do aluno. É nessa hora que a gente vê o quanto a criança tem para oferecer. Muitas vezes ficamos presos aos livros didáticos, ou até mesmo no próprio saber do professor”, analisa. Admirada pela ideia de poder aprimorar o método de ensino na cidade, ela complemente: “o que fez eu me apaixonar pelo NEPSO foi ter que olhar para o aluno, ter que esquecer um pouco de mim e deixar que ele aflore o seu saber sobre o mundo, seu entendimento da vida”, conclui.