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27 de janeiro, 2012

GT Aids e Comunidades Populares discute Plano de enfrentamento da epidemia de HIV/Aids em favelas

No dia 19 de setembro, o Grupo de Trabalho (GT) Aids e Comunidades Populares do Fórum de ONG/Aids do estado do Rio de Janeiro se encontrou no CEDAPS para fazer uma avaliação da participação dos membros do GT no 7º Congresso Brasileiro de Prevenção e discutir os encaminhamentos sobre a Carta do Fórum Aids e Comunidades Populares lançada no evento; debater as repercussões da matéria do jornal O Dia sobre discriminação contra soropositivos nas comunidades; e planejar o Fala, Comunidade 9.

A reunião do GT teve como participantes Kátia Edmundo e Fransérgio Goulart, do CEDAPS; Márcia Helena Souza (Centro Comunitário Raiz e Vida), Vânia Braz (Congesco), Roberval Telles (Cerac), Luciano de Araújo (Centro Social e Cultural Tatiane Lima), Carmem Lúcia Bento (Casmma), Iracy Maria Ramos (Codecim) e Sônia Regina Gonçalves (Amamu).

As lideranças avaliaram positivamente a participação da Rede no Congresso de Prevenção, realizado em junho, em Florianópolis (SC). “Participamos de alguns espaços de igual para igual com as ONGs grandes e falando bem”, disse Carmem Lúcia, do Casmma. Elas também levantaram temas abordados no evento e que gostariam que fossem trabalhados nos processos de formação da Rede, como sorodiscordância e prevenção posithiva.

Outro destaque positivo apontado foi a visibilidade do trabalho de prevenção e de apoio social desenvolvido pelas lideranças comunitárias – tema de apresentações orais e pôsteres apresentados pelas próprias lideranças. “Pela primeira vez tive um trabalho aprovado. Foi uma honra”, disse Márcia Helena, do Centro Comunitário Raiz e Vida.

O envolvimento das comunidades na luta contra a Aids também ficou visível no lançamento da Carta elaborada pelo Fórum Aids e Comunidades Populares. Realizado no dia 25 de junho, o fórum – intitulado “Comunidades populares: tecendo a rede das iniciativas comunitárias para o fortalecimento de novos sujeitos, novos cuidados e novos territórios na luta contra a Aids e outras DST” – reuniu lideranças, representantes de organizações não-governamentais, movimentos populares e outros atores para debater o trabalho de prevenção em comunidades por seus moradores. “Foi legal vermos a articulação e termos lido a nossa carta no final do Congresso. Mostramos força”, destacou Iracy Maria Ramos, do Codecim.

Plano específico para comunidades

Outra questão abordada na reunião foi a série de reportagens, publicada em agosto no jornal O Dia, sobre discriminação e violações de direitos humanos sofridas por pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) em comunidades. As matérias repercutiram em vários veículos de comunicação e chamaram a atenção de ONGs que atuam no campo dos direitos humanos, que cobraram uma resposta dos poderes públicos.

As violações de direitos sofridas pelas PVHA foram apontadas na Carta do Fórum Aids e Comunidades Populares para integrarem um “Plano nacional para o enfrentamento das DST/Aids em comunidades populares”. A elaboração do Plano foi sugerida durante a realização do fórum e está sendo pautada com as instâncias governamentais. O Plano trataria de questões como: articulação entre os serviços de atenção básica de saúde e as iniciativas comunitárias de prevenção; implantação de uma política de prevenção de base territorial que respeite as realidades sociais, culturais e políticas de cada localidade; garantia de acesso a insumos (preservativo masculino e feminino, gel lubrificantes) nas comunidades mais distantes, entre outras.