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15 de abril, 2013

Grupo de Trabalho do ReciclAção se reúne para construir futuro do projeto

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Na primeira reunião do Grupo de Trabalho do ReciclAção após seu lançamento no dia 23 de março, realizadores e parceiros do projeto discutiram os resultados alcançados até o momento e metas para o futuro. Assim, o projeto se desenha através da constante comunicação e integração dos participantes, com decisões e responsabilidades compartilhadas.

O agente educador do ReciclAção, Genival André, explica a importância dessa estratégia: “os encontros são sempre produtivos. É muito melhor a gente construir tendo conhecimento do território e chegando a um denominador comum, para que as coisas fluam positivamente. É mais interessante do que vir uma coisa de cima para baixo, pré-definida, que você percebe que no campo pode não dar certo, que às vezes você tem uma sugestão e não tem a oportunidade de expor sua opinião”, ressalta.

Dentre as principais metas do projeto estão a maior divulgação, para que todos os moradores conheçam o ReciclAção, além da instalação das bags – sacos especiais para receber os resíduos recicláveis – em pontos estratégicos da comunidade.

“A expectativa do grupo é que a gente consiga fazer com que o ReciclAção seja um sucesso, e ele já está demonstrando isso porque, desde o lançamento, foram 17 bags coletadas de forma espontânea, tanto com a gincana como agora no dia a dia. A gente vai conversar sobre os próximos passos e pensar na consulta participativa, que vai ter a colaboração do Instituto Paulo Montenegro para a gente identificar junto à comunidade os pontos que vão ser melhorados através do projeto”, analisa Luciana Lanzoni, diretora executiva do Instituto BRF.

Luis Arcoverde, assessor de projetos do CEDAPS, destaca o envolvimento das lideranças comunitárias. “No início, apesar delas desejarem o projeto, não havia entrosamento direto no sentido de planejar e executar essa ação. Hoje é uma coisa que está acontecendo naturalmente e isso está provocando um resultado muito bom dentro da comunidade. Mesmo sem constante trabalho na divulgação do ReciclAção, a comunidade já está fazendo a doação dos seus resíduos por estar vendo essas pessoas comprometidas com o projeto”, diz.

Fundadora do grupo PROA, Cris dos Prazeres descreve as mudanças na comunidade: “a grande melhoria é essa reflexão, ter iniciado a discussão do que fazer com o material que não serve mais. A ideia é criar uma mudança de postura social do sujeito que compra e consome muito e não sabe o que fazer depois com o resíduo que ele gera. Uma melhoria que deixe um legado físico daqui alguns meses”.

Edson Alcântara, coordenador de projetos da ONG Equilíbrio Sustentável, concorda: “estamos tendo uma aceitação positiva na comunidade. É claro que é um trabalho novo, desafiador, as pessoas não estão acostumadas a pensar nessa questão do lixo, na reciclagem, nos problemas que podem acontecer quando [os resíduos] são jogados nas encostas, no meio ambiente. Então é um trabalho de educação.”