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26 de novembro, 2012

“Fala, Comunidade” realiza sua 12ª edição, no Rio de Janeiro

A ação reuniu agentes comunitários, parceiros e representantes governamentais

A 12ª edição do seminário “Fala, Comunidade” aconteceu no último dia 24, no Hotel Rio’s Presidente, no centro do Rio de Janeiro. A ação, que é realizada todo ano, tem por objetivo trazer à tona debates acerca do tema AIDS, aprimorando o direito à prevenção e inserindo a pessoa que vive com o vírus na comunidade e, principalmente, na sociedade. Para isso, foram recebidos agentes comunitários, parceiros e representantes governamentais.

A abertura foi marcada com o canto lírico do Hino Nacional, interpretado por Felipe Vieira, que além de cantor é agente comunitário do Borel e Diretor do Sindicato dos Agentes Comunitários. Depois da cerimônia, o “Fala, Comunidade” iniciou sua primeira mesa, composta por Gilmar Cunha, da Rede de Comunidades Saudáveis/RJ; Renato da Mata, do Fórum de ONG Aids/RJ; Roberto Pereira, do Fórum de Tuberculose/RJ; Iara Amora, do Fórum das Juventudes/RJ e Katia Edmundo, diretora do CEDAPS.

Diversos assuntos foram abordados pelos integrantes da mesa. Preconceito, violência contra mulheres e homossexuais, ações de prevenção, implantação de educação sexual nas escolas, foram alguns dos temas citados durante o discurso de cada membro. Por fim, foi aberto um espaço para que os participantes compartilhassem suas ideias, necessidades e experiências. Os agentes comunitários tiveram a oportunidade de falar um pouco do seu trabalho. Líderes de vários territórios estavam presentes, entre eles comunidades do Município do Rio de Janeiro, Mesquita, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé, entre outros.

A mesa seguinte abordou o tema “Potencialidades e Vulnerabilidades para Promoção da Saúde e Prevenção da Epidemia Aids e co-infecções”. Ives Rocha, um dos coordenadores técnicos do CEDAPS, participou da mesa e falou sobre as comunidades mapeadas digitalmente. Segundo Ives, a partir dessa base online, os territórios são descritos e é possível saber quais são os locais de vulnerabilidade.

A mesa contou com a apresentação de Patrícia Castro. Patrícia falou sobre grupos focais realizados pelo CEDAPS e fez comentários de lideranças comunitárias ligados à cada um dos grupos populacionais pesquisados. São eles: Grupo de Evangélicos (Maria Iracy do CODECIM); Grupo de Jovens (Mauro Lima da Iniciativa Jovem de Palmares); população LGBT (Gilmar Santos da Cunha do Conexão G) e PVHA – Pessoas Vivendo com Aids, com apoio fundamental do PAM 13 de Maio.

Após o discurso de Patrícia Castro, José Luis, PVHA, deu um emocionante depoimento aos presentes: “Não adianta fazer mídia pontual, Carnaval e São João. Eu sou soropositivo, quero namorar, trabalhar e estudar. Nós não queremos só remédio. Eu quero ser cidadão.”, disse ele, em um dos momentos do seu discurso.

Vale ressaltar que estavam presentes nessa mesa Gilmar e Mauro Lima, que falaram sobre o atendimento, no que se diz respeito ao acolhimento e ao acesso aos preservativos.

“Iniciativas Comunitárias e Prevenção e Rede de Serviços” foi o próximo assunto a ser debatido entre os integrantes do seminário. Nessa mesa estavam presentes: Sérgio Aquino (Programa de AIDS da Secretaria Municipal de Saúde); Rosane (Programa de AIDS de Mesquita); Tânia (Programa de AIDS de São João de Meriti); Mônica (Programa de AIDS de Nova Iguaçu) e Filipe, que destacou o trabalho realizado nas oficinas e rodas de conversa. Wanda Lúcia Branco, coordenadora do Cedaps, apresentou nesse momento as metas pactuadas no seminário. Além disso, Wanda aproveitou para falar sobre o objetivo do projeto AIDS e Comunidades.

Barbara Salvaterra, Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, abriu a mesa seguinte falando um pouco da política nacional e do seu trabalho de gestão participativa, que tem o objetivo de fornecer uma gestão democrática do Sistema Único de Saúde (SUS) através da participação da população e do fortalecimento do controle social visando a construção de políticas estaduais, sempre de forma justa e igualitária.

Gert Wimmer, também da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, compôs a mesa junto com Barbara. Ele falou sobre seu trabalho no Cantagalo e os resultados obtidos através de ações que visam à inserção de todos os membros da comunidade. Ele abriu o seu discurso recitando um poema do dramaturgo Bertolt Brecht. Gert também ouviu os agentes presentes no seminário.

Compondo a mesa sobre “Promoção da Saúde e Inclusão” estava presente Magali Eleutério, assessora do Ministério da Saúde; Alexandre Chieppe, Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde e Katia Valente representando a Gerência de DST/Aids do Estado do Rio de Janeiro. A mesa contou ainda com Viviane Castelo Branco representando a Coordenadoria de Políticas e Ações Intersetoriais da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. As apresentações foram baseadas na importância de aproximação entre os serviços púbicos e as comunidades. O CEDAPS foi lembrado pelos integrantes da mesa por favorecer este acesso. A Rede de Comunidades apresenta grande capilaridade e deve ser potencializada.

Os integrantes do “Rap da Saúde” estavam presentes no evento. O projeto tem o objetivo de formar jovens promotores de saúde. São eles os responsáveis por campanhas de conscientização da comunidade. Os “Jovens Construtores” também compareceram no “Fala, Comunidade”. Eles são moradores do Complexo do Alemão, e aprendem na prática os princípios da construção civil. Apesar de não estarem diretamente ligados ao tema “Aids/HIV”, todos assistiram ao seminário.

Ao final, foram distribuídos o diploma do Curso de Educação Jurídica e Popular, aos que participaram dessa ação. O encerramento ficou por conta dos “Jovens da Periferia”, grupo juvenil de dança. A líder comunitária Kakau Moraes também se apresentou.

Trabalhar a saúde em conjunto com o governo e a sociedade civil foi o ponto principal das mais variadas mesas. A ideia de que todos somos responsáveis por políticas públicas melhores permeou o “Fala, Comunidade”. O seminário, que ocorreu o dia todo, foi a prova de que juntos podemos criar soluções para esses e outros temas.