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Notícias

19 de julho, 2006

Educação Comunitária em HIV/Aids para a qualificação de lideranças

Começaram, em 18 de julho, as aulas do Ciclo de Educação Comunitária em HIV/Aids para a qualificação de lideranças comunitárias sobre temas referentes a pesquisa, prevenção e promoção da saúde, com ênfase em HIV/Aids. Todas as terças-feiras, até o final de setembro, 15 lideranças da Rede de Comunidades Saudáveis e parceiros locais estarão no Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas (IPEC), na Fiocruz, para participar das aulas e, posteriormente, elaborar um plano para multiplicar as informações. Na aula inaugural foi realizada uma discussão sobre o conceito de promoção da saúde. Na sexta-feira, dia 14 de julho, houve a abertura do curso com a apresentação da proposta do Ciclo pelos promotores do curso: IPEC, Cedaps e CCA/ABIA.

Valdilea Veloso, diretora do IPEC, falou sobre a importância da presença das lideranças comunitárias em projetos desta natureza: “A participação da comunidade é fundamental para que as pesquisas tenham mais relevância para a comunidade. É preciso ouvir as comunidades para saber que pesquisas acham relevantes, apropriadas e adequadas para serem realizadas na nossa instituição. Para contribuir é preciso que estejam fortalecidas e nada melhor para estarem fortalecidas do que terem informação e conhecimento.”, disse ela.

Em seguida, Nilo Fernandes, também do IPEC, adiantou alguns conteúdos que compõem a programação do curso, como as fases das pesquisas de vacinas e a função do Comitê Comunitário de Pesquisa, e respondeu a perguntas das lideranças. Ele ressaltou a participação da comunidade para garantir que haja ética nas pesquisas.

Luciana Kamel, da ABIA e do Comitê Comunitário Assessor (que acompanha as pesquisas em HIV/Aids), apresentou o Comitê e falou sobre seu papel de garantir que os direitos dos voluntários das pesquisas clínicas sejam respeitados, a partir da “tradução” da informação relacionada ao estudo científico para a intervenção da comunidade.

Sônia Gonçalves, da Associação de Moradores e Amigos do Morro do Urubu-Amamu, já teve uma idéia sobre o uso que fará das informações obtidas no curso: “Eu quero ter um pouco mais de conhecimento para divulgar isso no Conselho de Saúde. A gente nunca vê discussão nenhuma sobre HIV/Aids lá, não se fala.”

Depois de apresentar a programação completa do Ciclo, Wanda Guimarães, coordenadora do Cedaps, finalizou a abertura do curso afirmando que acredita no potencial das lideranças comunitárias em multiplicar estas informações.