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Notícias

27 de janeiro, 2012

Conexão G inaugura centro de referência para população LGBT de favelas

O Grupo Conexão G, integrante da Rede de Comunidades Saudáveis, realiza, no dia 27 de setembro, a inauguração de sua sede no Complexo de Favelas da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. O grupo, que visa se tornar um centro comunitário de referência para a promoção da cidadania da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) moradora de favelas, atua desde 2006 pela defesa da diversidade e paz e dos direitos humanos.

O evento contará um debate sobre “Homossexualidade e favela” com a participação da coordenadora do CEDAPS, Kátia Edmundo; da pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania/Universidade Cândido Mendes, Silvia Ramos; da presidente do Movimento D´Ellas, Yone Lindgren; da presidente da Redes Desenvolvimento da Maré, Eliana Souza; da presidente do Astra-Rio, Marjorie Macchi; e do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A abertura do centro de referência terá ainda a presença do superintendente da Secretaria Estadual de Direitos Individuais Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento.

“É preciso criar um espaço de respeito. Abrindo este centro de referência faremos com que, de fato, não fiquem só no papel nossos direitos como cidadãos. Pretendemos atender esta população na questão da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e Aids e reivindicar mais atenção nas políticas públicas para este público”, afirma o presidente do Grupo Conexão G, Gilmar Santos.

Formado por militantes gays moradores do Complexo da Maré, o Grupo Conexão G quer chamar a atenção para a necessidade de incluir a luta contra a homofobia na agenda política dos movimentos de favelas e para a necessidade de combater a exclusão de líderes LGBT e de pessoas vivendo com HIV/Aids nesses espaços. Em fevereiro, o grupo lançou a campanha “A Maré contra a homofobia DST/Aids – diversidade sexual e paz nas favelas” a fim de denunciar violações dos direitos da população LGBT. O centro comunitário pretende atender e dar visibilidade às demandas deste público, fazendo a articulação entre poder público e sociedade civil.