CEDAPS | Centro de Promoção da Saúde

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Notícias

07 de abril, 2017

A promoção da saúde, o respeito aos direitos e a participação comunitária*

*Texto escrito com base na Carta de Princípios da

Rede de Comunidades Saudáveis

 

No interior de favelas e conjuntos habitacionais da periferia dos centros urbanos do estado do Rio de Janeiro, um grande número de mulheres e homens dedicam suas vidas à causa comunitária, implementando valiosas ações cotidianas de apoio social, prevenção e promoção da saúde. Este trabalho é, em sua maioria, voluntário e fruto de um grande esforço individual e coletivo para vencer desafios e buscar soluções.

A vida nas favelas cariocas é complexa e frágil. Sua população é submetida a episódios diários de violência, que vão desde a segregação imposta pela sociedade, aos riscos representados pela constante guerra travada entre os comandos do crime organizado e pelo próprio aparelho de segurança do Estado, com sua ação quase que exclusivamente repressiva e violenta. Mas no interior das favelas e bairros de periferia, a população convive também de alegria, saúde e solidariedade, a partir de cada ação comunitária realizada. Estas devem e podem ser reconhecidas, valorizadas e fortalecidas, em nome da defesa e do direito à vida, fundamental para todos nós.

É fundamental implementar ações, disseminando informação, reflexão e articulação voltadas para o enfrentamento dos diferentes problemas e determinantes sociais que afetam a saúde da população. Os direitos dos cidadãos e cidadãs brasileirxs, como o direito e o acesso à saúde, ao Sistema Único de Saúde, devem ser respeitados, sem distinção de cor, gênero, classe social, idade, religião, identidade de gênero, deficiência ou orientação sexual mas mantendo o respeito as diferenças, numa perspectiva de equidade. Esses são princípios básicos da democracia. Além disso, é necessário um esforço para acabar com a discriminação e a segregação social imposta a moradores de favelas e bairros de periferia; com todas as formas de violação aos direitos humanos e de violência.

A participação comunitária é essencial para garantia do direito à saúde! O SUS é nosso!